Acreditação em Espondiloartrite
Sua instituição está pronta para ser certificada no manejo da Espondiloartrite?
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A PANLAR, por meio do grupo REAL-PANLAR, convida as instituições de saúde da América Latina a se candidatarem para obter a certificação como Centro de Excelência em Espondiloartrite (EspA). Esta acreditação reconhece os centros que oferecem um atendimento integral, interdisciplinar e de alta qualidade no manejo dessa doença reumática.
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Tipos e requisitos para os Centros de Excelência em Espondiloartrite Axial
Foram estabelecidos três tipos de Centros de Excelência (CoE): Padrão, Ótimo e Modelo, definidos de acordo com a disponibilidade de recursos e os padrões de atendimento.
Critérios de recursos humanos destacaram a importância de equipes multidisciplinares incluindo reumatologistas, fisiatras e dermatologistas, com taxas de concordância variando entre 70,6% e 100%.
Requisitos estruturais, como sistemas eletrônicos de saúde para rastreabilidade e capacitação contÃnua, alcançaram nÃveis de consenso entre 81,3% e 100%.
Critérios relacionados aos processos enfatizaram modelos de atenção integral, a implementação da estratégia treat-to-target (T2T) e o uso de ferramentas clinimétricas validadas (ex.: ASDAS, BASDAI).
Foi estabelecida uma estrutura que define três tipos de Centros de Excelência (CoE) para o atendimento de pacientes com espondiloartrite axial (axSpA), categorizados segundo o nÃvel de recursos disponÃveis e os padrões de atenção:
•   CoE Padrão: Representa o nÃvel básico, com os recursos mÃnimos necessários para atender pacientes com axSpA.
•   CoE Ótimo: Inclui recursos adicionais e uma abordagem mais abrangente para melhorar a qualidade do atendimento.
•   CoE Modelo: Constitui o nÃvel mais avançado, com acesso a equipes multidisciplinares completas e processos altamente especializados.
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Estrutura
Recursos humanos: Os critérios definem os perfis profissionais exigidos para cada nÃvel de CoE. No CoE Modelo, é necessário contar com uma equipe multidisciplinar completa, incluindo 2–3 reumatologistas, fisiatras, dermatologistas, gastroenterologistas, oftalmologistas, ortopedistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outros.
Nos nÃveis Ótimo e Modelo, o atendimento deve ser integral e multidisciplinar, seguindo diretrizes clÃnicas aceitas tanto para os tratamentos farmacológicos quanto não farmacológicos.
Infraestrutura:
•   Capacitação contÃnua: Destaca a importância de treinar a equipe médica para melhorar a identificação precoce da axSpA e elevar a qualidade do atendimento.
•   Infraestrutura fÃsica: Os centros devem garantir espaços adequados, equipamentos, insumos e medicamentos necessários.
•   Sistemas de informação: É necessário dispor de um sistema eletrônico que assegure a rastreabilidade, a segurança dos dados e a avaliação periódica da atenção.
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Processos
Os processos estabelecidos para os CoE em espondiloartrite axial (axSpA) concentram-se na implementação de estratégias de atenção padronizadas e baseadas em evidências.
•   Modelo de atenção: Os CoE devem contar com protocolos documentados, modelos assistenciais ou processos padronizados que assegurem consistência e adesão à s melhores práticas. O modelo deve ser integral e multidisciplinar, integrando os aspectos terapêuticos fundamentais para otimizar os resultados clÃnicos. Além disso, deve favorecer a acessibilidade e facilitar o diagnóstico precoce para reduzir a carga da doença.
•   Tratamento: Recomenda-se adotar a estratégia Treat-to-Target (T2T) como abordagem ideal para o controle eficaz da doença na axSpA, garantindo avaliações contÃnuas e ajustes do tratamento de acordo com a atividade da doença.
•   Acompanhamento clÃnico: Recomenda-se o monitoramento regular por meio de ferramentas de avaliação validadas, como ASDAS, BASDAI, BASFI e DAPSA, dependendo se a axSpA é axial ou periférica. Essa abordagem assegura uma avaliação objetiva da progressão da doença e da eficácia do tratamento.
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Resultados
Os critérios de resultados concentram-se em avaliar a efetividade dos CoE por meio do monitoramento contÃnuo e de medidas de melhoria da qualidade.
•   Monitoramento: Os CoE devem registrar sistematicamente a atividade da doença utilizando ferramentas clinimétricas padronizadas, garantindo avaliações precisas e um manejo adequado.
•   Oportunidade no atendimento: É necessário avaliar a eficiência nos tempos desde o encaminhamento até o diagnóstico e o inÃcio do tratamento, favorecendo a intervenção precoce.
•   Melhoria contÃnua: Devem ser realizadas atividades regulares para fortalecer a qualidade, incluindo a formação de comitês multidisciplinares e mecanismos de comunicação que otimizem a utilização dos recursos.
•   Produção de conhecimento: Os CoE devem analisar e publicar sistematicamente os dados coletados para contribuir com a pesquisa, gerar novos conhecimentos e desenvolver materiais educativos que fortaleçam o manejo da axSpA.
Baixe aqui os documentos necessários para iniciar o processo:
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Infográfico
Confira este infográfico para conhecer os passos para candidatar sua instituição como Centro de Excelência:
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Formulário de Intenção 2025
Preencha este formulário para manifestar oficialmente o interesse da sua instituição.
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Instruções para Instituições
Detalha os passos para se candidatar, realizar a autoavaliação e participar da visita de certificação.
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Processo de Acreditação
Acesse todas as informações sobre o modelo de acreditação, seus benefÃcios, etapas e cronograma.
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